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Poesia por André Medulla

  • André Medulla
  • 21 de abr. de 2016
  • 1 min de leitura

CASA SUJA

Tantos carros na cidade…

já me cansam

E o tempo mastigado nesse trânsito

Tanta gente na cidade

As capitais,

formigueiros

Rotinas emaranhadas

se confundindo nas alamedas

Lama e fumaça

Cano de escape…

Seguem vidas exauridas

(A)v(en)idas

Gente apressada que esbarra uma na outra…

Não sobra tempo nem para se desculparem

ou para olhar adiante

Seguem as boas-vontades,

e as más

Tanto consumo

Quanto tenho no bolso vai dizer quem eu sou?

Porque eu estou sempre comprando fiado

e pedindo troco.

As vitrines piscando.

Noto as necessidades passando com os outros

cada vez menos necessárias...

Haja entulho pelas áreas

Em todo canto

Pelas ruas o cheiro de urina Saneamento,

que diabo Mal consta nesses dicionários metropolitanos

Só vem aumentando e aumentando

Sinto o cheiro de mijo já intrincado às sarjetas

Ao urbano

Quem diria que se tornaria metáfora

Mas nem há porque surpreender-se,

visto que até se torna lar.

 

André Medulla, colaborador do site Controverso Urbano

 
 
 

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