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Poesia por Natália Farias

  • Natália Farias
  • 21 de abr. de 2016
  • 1 min de leitura

Tua cloaca expele um dos aromas da tua cidade e o que é excretado pela tua uretra, misturam-se. Eis o cheiro da tua Recife. De ranço palpável, lambuza-te com a tua matéria sólida, lava-te com a fluída e caminha rotas infindas as quais buscas o anunciado.

Não há luminescência que clareie a tua caverna; negrume.

Teu suplício é a vida, vivida em teu covil, primata de vários nomes. No calabouço que vives,

a fuga de si mesmo é o encontro. Teu intento é abarrotar a vacuidade que te compõe, quando és nada e nada tornar-te-ás.

Vil.

 

Natália Farias, colaboradora do site do Controverso Urbano.

 
 
 

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