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Do imediatismo ao Ócio

  • Aliandra Alves
  • 16 de mai. de 2016
  • 1 min de leitura

Dois mil e dezesseis

O sol nasce na Rua da Aurora

Emanando raios ofuscantes já por volta das seis

E essa louca vida contemporânea

Nos obrigando a ir lá pra fora

A ânsia de resultados

Tem nos tirado a beleza

Tem nos fechado os lábios

Tem nos trazido frieza

A cobrança das organizações desorganizadas

Desumanizadas

O toque superficial dessa geração do touch screen

Essa pressa toda

Barrando a história da coletividade

Como assim?

Século XXI

Geração Y

Segregação disfarçada de inclusão

Os que estão no poder

Fingindo que nos estendem a mão

E a gente fingindo que acredita, sem uma mínima reflexão

Ânsia/ pressa/ imediatismo

Num ritmo ritímico

O “ismo” remetendo a doença

Era patologizada pela crença

Intolerância

Discriminação

Hipocrisia

Sociedade assolada de apatia

A doença do imediato

É o não sofrer pelo não alcançado

Como crescer sem se frustrar de fato?

Quero, logo tenho

Tenho, logo não preciso

Preciso porque quero

Será que quero o que preciso?

 
 
 

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